Os portões tremeram com poder furioso, chamando todos os vivos - E mortos - Ao saguão. As portas se abriram num estrondo, com um barulho que poderia acordar até mesmo os decompostos.
Entrou um homem alto, jovem, belo e com um nariz peculiarmente eqüiliino. Usava uma roupa clássica, com uma capa vermelha estereotípica, cabelos prateados ou brancos rodeavam sua cabeça.
- Nathan! - O homem gritou, desnecessariamente, pois ele já estava ao seu lado.
- Oh, Drácula! Retonaste da fria Inglaterra!
- Apenas para um lugar ainda mais frio.
- Frio apenas para o coração de homens, e vosso já fora decomposto faz séculos.
- Muito engraçado. Agora, se não se importa, tenho negócios a tratar. Suponho que tenha tratado bem minhas noivas durante minha ausência?
- Sim. - "Mas você não vai gostar do quão bem ela foram tratadas" Ele pensou.
Drácula se trancou em suas torres, sem deixar ninguém entrar, exceto Nathan. Uma certa noite, ele fora atarefado de espiar em Jonathan Harker que - Por seu próprio "Descuído" - escapou da Transilvânia.
O ar era pesado e sombrio, e Nathan olhava para a vila com desprezo. Já fazia quase um ano, mas ele ainda não gostava daquele lugar. Esgueirou-se pelos portões, e subiu na estalagem.
Apoiado na parede, ouviu pela janela pessoas conversando. Se tratavam de Jonathan Harker - Lars - e alguém que ele assumiu ser o Professor Van Helsing.
Numa cadeira, amarrada, estava uma mulher de beleza tal que nenhuma noiva poderia se comparar à ela. Tinha os cabelos negros encaracolados, os olhos fechados, e um corpo sinuoso, e perigoso.
Foi assim que Nathan conheceu Mina Harker.
Nenhum comentário:
Postar um comentário