Se a pessoa posta uma foto no Orkut, e ninguém comenta, ela fica irritada. Isso é idiotice. "Por que ninguém comentou ainda?!?! Será que não sou bonita o bastante para postar fotos, e por isso todos estão me ignorando?!?! Ah, mas eu sabia!!! Eu sabia!!! Já chega, irei me matar agora mesm... Ei, um comentário!"
Pior mesmo são os comentários em si. Falsidade, falsidade. Tudo bem, não vou chegar na foto e dizer: "Você parece um esquilo esquizofrênico, e, sinceramente, nunca quis ter te conhecido", mas não dá para não sentir uma ponta de sarcasmo, ou falsidade, ou sei lá, quando a pessoa fala "Ai amiga, você tá linda =D".
Eu tinha até mesmo uma teoria sobre isso. De fato, até algum tempo atrás eu imaginava que as pessoas falavam isso apenas para que a pessoa que recebeu o elogio elogie de volta, criando um ciclo interminável de pessoas chatas e falsas dizendo o quanto "Amam a sua foto, você é muito linda", não importando o quanto a pessoa seja ridiculamente feia.
Ou talvez, se as pessoas pararem de ficar repetindo sempre a mesma coisa, elas esqueçam como escrever. Ou então, se pararem de escrever inutilidades, comecem a pensar.... Cínico demais?
Ou talvez não seja nada disso, e eu apenas seja cínico demais... Nah.
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O Mendigo que Cantava
Em uma rua escura, pessoas caminhavam por entre multidão. Andava eu, distraído, pensando na vida. Pessoas ao meu redor, sem o menor interesse. Sinceramente, gostaria que as pessoas parassem de se preocupar com seus trabalhos e fins-de-semana e simplesmente aproveitassem.
Ouvi uma cantoria. Era bonita. Uma voz excelente, que cantava sem precauções. Procurei a fonte (Ato típico humano), encontrei-a na rua. Um homem maltrapilho, magro. Tinha os cabelos desgrenhados, e uma barba longa. Era um mendigo. E cantava bem.
Cantava música clássica, sem pedir trocados. Cantava pois gostava de cantar. As pessoas passavam, sem prestar atenção, ou ouvir sua melodia. Realmente me deprimia que uma melodia tão doce era simplesmente ignorada pela humanidade.
Todo dia, eu lá sentava, ouvindo sua melodia. Nunca troquei palavra com ele - Estava muito ocupado cantando -, embora sempre deixasse um pedaço de pão. As pessoas passavam, sem rumo definido, apenas ignorando a beleza da vida.
Mas, um dia, a melodia sumiu, junto com sua fonte. Ele se fora, e a beleza da rua havia desaparecido, esquecida pelo tempo, e pelo povo. Sentei-me aonde ele costumava sentar. Deveria ter morrido de fome, talvez de velhice. Nunca saberia.
Nunca mais aquela rua fora a mesma. Embora ninguém notasse, a beleza da vida havia deixado-a. A música havia acabado. Eu sentia falta dela. Mas, embora tudo isso, sentia era pena daqueles que só se preocupavam com trabalho, por nunca nem terem ouvido a música.
Biancardine, OUT!
Um comentário:
babaca...
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