sexta-feira, 29 de agosto de 2008

O Chantagista

Não sou apenas um escritor. Faço muitas coisas, algumas das quais não me orgulho, outras que me fazem estufar o peito e dizer: “Isso sim é o que significa ser o Estoriador!”
Este, meus caros leitores, é uma história real, sobre um caso que recebi. Não conheço o final, pois ainda não foi totalmente resolvido. Mas acho que será bastante interessante para vocês.
Estava em uma sala de bate-papo, jogando conversa fora com os presentes. Como o a sala era de um site Hacker, volta e meia aparecia alguém querendo que nós os ajudássemos a invadir o e-mail de alguém, ou o Orkut.
Começou algum assunto desinteressante, e resolvi só ouvir o que falavam. Então, entrou uma pessoa pedindo ajuda. Como moderador daquela sala, eu sou obrigado a ajudar quem a pede.
Eis que comecei a conversar com aquela pessoa. Ela, de um modo um pouco desesperado, começou a falar de um amigo, Júlio Brokenheart (Nome fictício), que estava sendo vítima de chantagem por um ex-namorado, Fernando Blackmail (Também fictício). Essa pessoa me confidenciou que Júlio havia tirado algumas fotos bastante constrangedoras com Fernando, e que o tal chantagista iria mostrar para os pais de Júlio, caso eles não voltassem a ter um relacionamento.
Interessando-me pelo assunto, resolvi ajudar, mas antes perguntei seu nome. Eliza, como me disse. Adicionei-a ao meu Messenger, e comecei a questionar sobre o tal chantagista. Segundo ela, o chantagista tinha todas as fotos no e-mail dele, e volta e meia ameaçava mostrar para os pais. Eu perguntei por que tanto alvoroço, afinal, só iria magoar os pais, que acabariam por se contentarem. Aconteceu que não era tão simples.
Segundo Eliza, os pais eram pastores de uma Igreja crente, e não só iria deixar os pais profundamente magoados, também iria fazer com que fossem demitidos da mesma, sem contar que seriam expulsos, já que moravam num quarto da Igreja.
Continuando minhas investigações, descobri o colégio ao qual freqüentava Fernando. Consegui muitas informações, e também quase consegui a senha. Aconteceu que não era tão simples.
Fernando era mais esperto do que se esperava, o que deixava impossível de descobrir sua senha sem fazer coisas mais ilegais. Desistindo de encontrar uma agulha no palheiro, decidi ajudar do jeito que conseguisse. Aparentemente, Fernando ora ameaçava, ora se desculpava. O sujeito, como foi deduzido, era mentalmente instável. O que consegui que fizessem, foi conversar com ele. Mas daí não fui mais necessário, então não sei o que se resolveu.Mas acho que, se acreditarmos um pouco em destino, nem será necessário especular.Certo?

Biancardine, OUT!

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