sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Água brocha

Quinta-feira, 21 de Agosto.Um restaurante, numa mesa para 11 pessoas, apenas eu, Victor Hugo, Caio e Júlia.Victor Hugo, com aquele cabelo emo irritante, que dava vontade de socar seu nariz só de olhar para aquilo, Caio, com seus óculos, seu ar arrogante completamente fora de contexto, e Júlia, me odiando por algum motivo que ainda não compreendo.Jogávamos Buraco, eu tinha duas canastras na mão, uma trinca e acho que um Ás.Chegou o garçom, que anotou nossos pedidos.Estavamos habituados a ir lá, afinal, era o restaurante de Paulo, pai de Caio.Victor Hugo, lembro-me bem, disse que queria uma Coca Cola Zero.O garçom, estranhando o pedido de Victor Hugo, perguntou se ele não preferiria um Mate.Ele, com seu cabelo emo que ainda quero encher de socos, respondeu a frase que não ouso esquecer: "Mate brocha".Pronto, o assunto não
calou-se a noite inteira.Chegavam os outros convidados, e tudo que víamos falavamos que brochava.Eu também, afinal, quando se está em um grupo não se pensa direito.Chegou Caio Schechner (Espero ter escrito o nome dele corretamente.Ele é uma dor nas partes baixas quando está irritado.), e sua namorada, Natália.Nós, naquela onda embriagada e intensamente louca que gosto de chamar de amizade, rindo de tudo, inclusive, e principalmente, de nós mesmos, falavamos todos os tipos de loucuras.Natália, em sua onda incessante que toda mulher tem de achar que está gorda, pediu água para o garçom.Victor Hugo, já meio louco com os amigos, disse, bastante alto, que água brochava.Natália, Caio Schechner, e eu, que estávamos sentados lado a lado, rimos um pouco, embora eu soubesse que Victor Hugo ainda não tinha acabado.Depois que rimos bastante, e Natália beijou Caio, Victor Hugo acrescentou o que eu temia.Ele, rindo ainda, disse "Beijo do Caio brocha".Eu já estava para sair da mesa, pegar uma panela na cozinha e me preparar para o fogo que viria de Natália e Caio.Mas nem tive que.Natália riu.Um riso inesperado, e um tanto malicioso.Caio acabou rindo também, mas eu acho que ele estava com um pouco de raiva.Mas, por fim, acabamos por rir de tudo o mais que "brochava" naquela conversa meia boca sem sentido.Boa noite, e vão na paz.Só não bebam água, porque água brocha.

Biancardine, OUT!

Nenhum comentário: