quarta-feira, 5 de maio de 2010

O Filho de Drácula - Capítulo Um

Esgueirou-se pelo Castelo, por entre paredes altas de pedra fria, emitindo uma sensação de pavor que devorava lentamente a coragem do homem. O coração dele palpitava de medo, desencorajando-o a cada passo.

Parou por um momento, ao notar uma bifurcação no corredor. Sentiu, no lado esquerdo, uma estranha sensação de prazer, e, como se tivesse sido comandado, seguiu aquele caminho cegamente.

A sensação aumentou gradativamente, e ele se esqueceu completamente de sua missão. Abaixou sua espada, apenas a segurando por sorte. Ele sentiu seus músculos mais soltos, relaxados, mas ao mesmo tempo, percebia um perigo iminente, mesmo que o ignorasse.

Por fim, chegou a um salão com três portas laterais, paralelas à três janelas góticas, que iluminavam fracamente com a luz da lua, as portas adjacentes. A sensação de prazer pareceu sumir.

Antes que pudesse se decidir qual porta tomar, ouviu o grito em eslávico de uma pessoa. O grito parecia terrível, mas ao mesmo tempo, tentador. Vinha do quarto à esquerda.

Ele abriu levemente a porta olhando pela fresta. Viu de relance um homem alto, de longos cabelos negros, vestindo uma capa. Ao seu lado, deitado na cama, outro homem, com os olhos fechados. Deduziu ser Jonathan Harker, o homem que veio a negócios.

Subitamente, a porta se abriu. Três lindas mulheres, todas pálidas, saíram olhando desapontadas. De seus belos lábios, saltavam caninos afiados, que reluziam à luz da lua.

Nenhuma delas notou o homem, e, por sorte, nem a pessoa de capa, que carregava Jonathan Harker. Ele logo desapareceu, e as mulheres ficaram a conversar no salão, ainda sem notar o homem.

- Sangue! - A de cabelos loiros gemeu - Preciso de sangue! Noites e noites com nada para beber além de sangue de ratos! É ultrajante! Quero pôr as mãos num forte, delicioso, suculento, cheio de sangue...

Ela parou. Tinha finalmente notado o homem. Debruçou-se sobre as irmãs, e as três riram de prazer, olhando para ele. Sentiu então ele a volúpia das mulheres, lutando contra seu corpo para manter sua espada desembainhada.As mulheres se aproximaram, rindo e cantando em vozes demoníacas, que seduziam o homem a cada rima. Por fim, ele não resistiu, e embainhou sua espada.

As mulheres começaram a esfregarem-se nele, murmurando rimas que deixariam o mais bravio dos homens balbuciando coisas sem sentido. Ele tentou sacar sua espada. A mulher de cabelos negros segurou sua mão.

- Largue a espada, cavaleiro. Espadas são a ferramenta dos brutos e rudes, e aqui estamos entre nobres e civilizados. Largue a espada.
- Largar a espada? - Ele respondeu - Se largar minha espada, e me deixar levar por vossas volúpias corruptoras, irei encontrar-me desejando pela espada enfiada em minha própria goela. Meu sangue será apenas meu sangue.
- Por que nos judia com vossas palavras? - Perguntou a ruiva - Se quer nos insultar, então seja um verdadeiro nobre e diga vosso nome para aqueles insultados!

O homem teria prontamente dito, se não tivesse recordado as palavras do ministro da aldeia. "Diga seu nome" Ele o alertara "E teria sido melhor se voluntariar como escravo. Aqueles monstros têm um poder especial quando se trata de nomes. Mantenha o seu em segredo, que não será tão facilmente dominado."

- Meu nome? Meu nome não importa, pois nos fogos do Inferno que as aguarda saberão todos os nomes que desejarem, junto com a presença de Satã.
- Palavras tão fortes, para um homem tão frágil... - A ruiva beijou os lábios do homem, ao mesmo tempo que virava sua cabeça para o lado, deixando seu pescoço descoberto.

De súbito, o homem reagiu, pressentindo o perigo. Sacou sua espada, e degolou a ruiva, deixando seu corpo nú a mostra numa cena horripilante. As outras duas sobreviventes chiaram, enquanto tentavam dominar a mente do homem.

O homem, sem se deixar levar, perfurou o coração da de cachos negros, enquanto a loira desviava. O corpo da ruiva não mais se encontrava naquele plano.De imediato, a outra mulher mordeu o pescoço dele. Ele, resistindo ao prazer estonteante, também degolou esta, embora se sentisse extremamente fraco. Acabou por desmaiar no chão, entre uma poça de sangue e poeira.

A luz da lua trespassou seu corpo, enquanto um homem raivoso segurava seu corpo com ambas as mãos, enquanto mostrava dentes afiados próximos ao pescoço dele. A vingança então sugou o sangue permanecente em seu corpo.

Um comentário:

Ministério da Saúde disse...

Caro blogueiro,

A vacina contra Influenza H1N1, vírus que já matou 1.632 brasileiros, está disponível nos postos de saúde pública de todo o Brasil para pessoas com maior risco de desenvolver a forma grave da doença. A vacina foi testada, é segura e mais de 300 milhões de pessoas já foram imunizadas com esta vacina no Hemisfério Norte. Sábado, 24, começa mais uma etapa da campanha, voltada agora para a vacinação de idosos com doenças crônicas. No entanto, a população das outras etapas - jovens de 20 a 29 anos, grávidas, crianças maiores de 6 meses a menores de 2 anos e doentes crônicos com menos de 60 anos - ainda podem procurar os postos para se vacinar.Para mais informações sobre como se tornar um parceiro, escreva para fernanda.scavacini@saude.gov.br
Atenciosamente,
Ministério da Saúde