Se o mundo fosse simples,
Como um simples desenho,
Seríamos nós tão livres?
Um Erro meu,
Um Erro seu.
Um erro humano,
Quem diria, nosso.
Uma simples relação pai/filho,
Desmantelada por uma discussão,
Não existiria salvação?
Talvez pessoas só resolvam com um gatilho.
Entre as multidões, não existe esperança.
Não existe amor, vida, só andança.
O poeta, aonde foi? Na fila,
Tentando vender argila.
Um sonho de erros,
Sem um padrão,
De loucos sem perdão,
E escritores em enterros.
De que serve música
Quando o desespero fala mais alto?
De que serve a literatura,
Quando a desesperança impera nos papéis?
De que serve a arte,
Se nem eu nem você sabemos viver?
Talvez ser perfeito seja errar,
E depois tentar consertar.
Tentar a sorte,
Sem ter porte.
Ainda lembro de uma garota,
Que até hoje me consola.
De uma atitude marota,
Mas uma mente meio louca.
Ainda lembro de ouvir "Hey Jude",
De dançar até que o dia mude,
Ainda lembro da felicidade,
Embora só por vaidade.
Para que serve um erro,
Se não para ser consertado?
Para que serve uma desculpa,
Se não para criar outro erro?
Talvez a perfeição seja errar,
E consertar tudo pela tarde.
Não sei se é verdade,
Mas gosto de acreditar.
Algum dia também errarei,
E não sei se me desculparei.
Talvez o pensamento diga,
Que eu já também errei.
Biancardine, OUT!
Um comentário:
Adorei..enxuta, bem escrita, e fala de sentimentos verdadeiros
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