Oito da noite, New York, New York. Um homem, de terno negro liso, senta-se em uma cadeira. Suas mãos suavam. Seu celular tocava alto. Ele atendeu.
- Alô? - Ele ouviu a voz de um velho amigo.
- Alô, Mortimer? É o Jack. Jack Kosta.
- Ah, olá Jack. O que houve, para você me ligar assim, tão repentinamente?
- Eu tenho uma notícia que vai te agradar: Michael Jackson morreu.
Mortimer pulou da cadeira.
- Você tem certeza?!?
- Sim, eu tenho certeza! Teve uma parada cardíaca, morreu no hospital. A família está comovida. Milhares de pessoas estão à porta, gritando seu nome entre lágrimas.
- Sim! Estava esperando por este momento faz tempo... Obrigado Jack. - Ele desliga o celular. Aperta um botão de seu aparelho de comunicação.
- Shirley, poderia vir aqui por favor?
Shirley imediatamente entrou na sala. Era a secretaria de Jack, mas fazia todo o trabalho dele.
- Sim, senhor Hughes?
Mortimer parecia exultante, ela verificou.
- Chegou o dia, em que tanto esperávamos. Michael Jackson morreu. Comece agora mesmo a produção de bonecos, colchas, camisas, bonés, compre os direitos autorais dos CDs, tudo.
- Sim senhor - Shirley esboçou um sorriso. - Finalmente, então, está na hora da grande venda?
- O quê você ainda faz aqui? Vá! - Shirley saiu da sala, irritada.
- Finalmente... - Mortimer começou a falar sozinho. - Finalmente chegou a hora... Está na hora de vendermos tantas coisas, que nem conseguiremos produzir tudo que precisaremos! Será um maior lucro do que a morte de Elvis Presley!
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Não tenho com este texto intenção de insultar nem Michael Jackson, nem Elvis Presley. Que ambos descansem em paz.
Biancardine, OUT!
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