Pensei em me bater. Seriamente. Estava a meio caminho quando fui detido. Lágrimas caiam de meu rosto. Olhei para a mão detida. Não era um interventor, não era uma imagem que ajudasse. Era apenas aquilo, minha mão parada, no meio do ar. Um simples pensamento me impedira.
Não já me aguentava. Solitário, sem pais, sem ter aquilo o que amar. Sem razão. Aleluia, eu disse. Não um aleluia de fé. Não um aleluia de esperança. Um aleluia desesperado, um aleluia louco, um aleluia. Por horas, a única coisa que me mantinha são era aquilo, a força invisível que mantinha minha mão de alcançar meu rosto. Sabia que, quando ela se fosse, eu também, ruiria.
Me sustento a base do prazer de sugar, de mim mesmo, as estórias, as valvulas de escape, os mundos diferenciados. Os milhares de mundos. E agora, quando todos eles acabaram? O que faria eu? Aleluia, eu me perguntei. Aleluia? Não faz sentido. Não tem que. Aleluia. Acharei algo mais. A vida não pode ser só de estórias, de outras vidas além a minha.
Aleluia. Um aleluia quebrado, desesperado, corrompido. Mas ainda assim, um aleluia. Tudo o que me impediu. Tudo o que me fez continuar hoje. Um mero aleluia. Me levantei. Se o aleluia me ajudaria em outros dias, só o tempo poderá dizer. Até lá, aleluia.
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