terça-feira, 8 de abril de 2008

Polícia prende garoto de catorze por nenhum motivo

Isso que você leu, eu fui preso.Bem, pelo menos eu saí (quase) inteiro.Vou dizer-lhes como foi:Primeiro, voltei do colégio, mais cedo, e peguei o Metrô.Aí, na roleta, ouvi alguém gritar.Fui olhar e bateram na minha cara (Não faço idéia do que foi, mas foi algo mais ou menos do formato de uma caixa de DVD).Tinha que ser logo na MINHA cara, claro.Não podia ser na cara do vizinho, na do colega do lado, na velha que estava gritando.Tinha que ser logo na minha cara.Mas claro, se não fosse na minha, que graça ia ter?Nenhuma, isso que eu digo.Se não tem desgraça, não tem graça.E se isso fosse poesia, eu me mataria.Mas enfim, Eu vi(No chão) que eram dois pivetes(Não tem outra palavra para descrever) roubando o caixa.Mas por que diabos eles bateram na porcaria da minha cabeça eu nunca vou saber.Enfim, a polícia veio, investigou as pessoas, e a velha apontou para mim(Ainda deitado no chão) e balbuciou alguma coisa.O policial me ajudou a levantar e me jogou no carro dele(Jogou mesmo, não botou, me usou praticamente como um aríete).Na delegacia de polícia, aí a coisa complicou.Eles começaram a achar que eu era cúmplice dos pivetes, e eu dizia que não era.Mas você acha que adiantou?NADA!Eles achavam que eu era um cúmplice, logo eu era um.Lógica extremamente razoável, certo?O pior foi quando eles prenderam os pivetes, que começaram a me "reconhecer".Pivetes filhos-da-puta...Enfim, fui liberado (Ainda não sei por que, mas nem quero saber.), e voltei para casa (de Metrô, você acha mesmo que a polícia ia me levar em casa?Bom, eu achava).E escrevi aqui.

Biancardine, OUT!

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